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As startups, que “chegaram chegando” no mercado há alguns anos, abriram algumas portas que jamais serão fechadas (e ainda bem!). As healthtechs e as fintechs, por exemplo, que são empresas de inovação e tecnologia voltadas para a saúde e para as finanças, respectivamente, são algumas das portas que vieram para ficar. Atualmente, com o avanço das healthtechs, hoje já é possível também falar nas femtechs.

Mas, afinal, o que são as femtechs?

Primeiramente, é preciso ter alguns pontos esclarecidos: as mulheres são minoria quando falamos das posições de liderança e maioria em termos de pobreza.

De acordo com o Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e do Caribe, para cada 100 homens vivendo em lares pobres, existiam 112,7 mulheres na mesma situação, em 2019. Políticas voltadas para a educação, a independência financeira e o empoderamento feminino, de maneira que as mulheres se insiram em um mundo informativo e tecnológico, são essenciais. 

E é aí que entram as femtechs – que são, basicamente, empresas que visam solucionar os problemas que envolvem a realidade das mulheres. Dito isso, os produtos oferecidos pelas femtechs são diversos – aplicativos de celulares, gadgets de inteligência virtual, chatbots para tirar dúvidas sobre saúde, etc., são alguns dos tipos de produtos de uma femtech.

O impacto disso na indústria e no universo das startups já é possível de mensurar: a Forbes publicou que, desde 2015, as femtechs já receberam cerca de US$ 1 bilhão em investimentos – número bastante expressivo, sobretudo no ramo da tecnologia.

E qual a revolução que as femtechs podem trazer para a saúde? A Gestar é um exemplo claro disso: trata-se de uma femtech que liga profissionais da saúde especializados em partos humanizados a gestantes. A iniciativa foi criada após a dona, Lettycia Vidal, saber que sua mãe havia sofrido violência obstétrica em seu parto. Já a Feel, femtech criada por Marina Ratton, oferece lubrificantes íntimos e óleos hidratantes naturais e veganos – e a ideia veio após a CEO notar que havia pouca inovação na saúde feminina, sobretudo na saúde íntima; para dar luz à empresa, Marina propôs uma pesquisa para mapear a satisfação das mulheres quanto ao uso de lubrificantes. O que se descobriu, no entanto, foi que 64% estavam insatisfeitas, e muito por conta disso se traduz na dificuldade de encontrar produtos específicos para mulheres.

Como hoje é possível encontrar opções de celular barato em lojas de eletrônicos, mesmo as mulheres de classes mais baixas também se tornam consumidoras potenciais das femtechs. E a principal essência destas empresas, como é possível evidenciar, é a aproximação com seu público, além do objetivo de fixar a experiência das clientes como principal foco. E isso faz toda a diferença!

Postado por:
Flávia da Fonte
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